Passeios na Paraiba: passeio cultural e gastronômico no Brejo

por Vicente Paul por Vicente Paul

Roteiros e atrações turisticas na Paraiba: A região do Brejo

 

Passeios na Paraiba: passeio cultural e gastronômico no Brejo

Alagoa Grande - Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem

        Localizada na microrregião do Brejo Paraibano, sua população em 2010 é de 28.482 habitantes. A área territorial é de 320,558 km². Alagoa Grande tem um grande potencial turístico que pode ser economicamente explorado, trazendo divisas para o município (tanto o turismo histórico, quanto o turismo rural e ecológico). Neste município se localiza a comunidade quilombola de Caiana dos Crioulos, herança dos negros que ajudaram no crescimento econômico e cultural da cidade.

        O nome da cidade é escrito numa forma arcaica de português. Era parte integrante do município de Areia até meados do século XIX, quando se tornou independente como cidade. O ano de 1864 é considerado como o ano de sua fundação, mas em 1847 já havia passado de povoado a distrito. Aos 27 de Março de 1908, Alagoa Grande foi elevada à categoria de cidade. Esta era uma região que cresceu muito no século XIX, através da agricultura baseada na cana-de-açúcar (que destruiu a Mata Atlântica do lugar, desfigurando a cobertura vegetal) que utilizava intensivamente a mão-de-obra escrava. Em seu centro ainda existem casarões que ainda hoje testemunham esse momento de grandeza econômica do município e foram construídos por escravos. Alguns desses casarões, que aparecem em frente à praça central e à matriz centenária da cidade, são cobertos por azulejos importados de Portugal no século XIX.

Passeios na Paraiba - Alagoa Grande: Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem

        A fundação da paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem da freguesia de Alagoa Grande teve como principal idealizador o padre carmelita Frei Alberto de Santa Augusta Cabral, no ano de 1861, que também foi o seu primeiro vigário. Neste período, os clérigos de Alagoa Grande eram subordinados a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, com sede no município de Areia, que pertencia ao bispado de Olinda na província de Pernambuco.

        A fachada externa, foi construída em estilo barroco, possui cinco portas frontais, acima da porta central existe uma inscrição datando o ano de sua inauguração, cinco janelas, acima das portas, todas com grades de ferro, a meia altura, no topo central uma cruz, medindo um metro e meio aproximadamente. Nas laterais frontais foram construídas duas torres que visualizam toda a cidade de seus topos, a esquerda de quem as observa fica o sino, e a direita, o relógio mencionado anteriormente. Os arcos sobre as portas e janelas, e outros detalhes arquitetônicos da fachada são típicos do período da sua construção, na segunda metade do século XIX. A construção das duas torres, altas significava poder e imponência numa sociedade escravocrata.

Nossa Senhora da Boa Viagem: interior

Alagoa Grande - Teatro Santa Ignêz

Alagoa Grande: Teatro Santa Ignêz

        Localizado no centro da cidade de Alagoa Grande, o teatro Santa Ignez é um dos mais antigos do Brasil. Foi inaugurado em 2 de Janeiro de 1905 e possui uma arquitetura clássica em estilo Italiano. Nos seus palcos se apresentaram diversos grupos nacionais e internacionais. Após diversas restaurações serem começadas, porém não concluídas, ele foi finalmente reaberto em 27 de Março de 1999. O Teatro é um dos pontos turísticos mais importantes de Alagoa Grande.

Teatro Santa Ignêz: interior

Alagoa Grande A rua do Teatro Santa Ignêz

Alagoa Grande

Alagoa Grande - Memorial Jackson do Pandeiro

        Paraibano de Alagoa Grande, Jackson nasceu em 31 de agosto de 1919, com o nome de José Gomes Filho. Ele era filho de uma cantadora de coco, Flora Mourão, que lhe deu o seu primeiro instrumento: o pandeiro.

        Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho (Alagoa Grande, 31 de agosto de 1919 – Brasília, 10 de julho de 1982), foi um cantor e compositor de forró e samba, assim como de seus diversos subgêneros, a citar: baião, xote, xaxado, coco, arrasta-pé, quadrilha, marcha, frevo, dentre outros. Também conhecido como O Rei do Ritmo. Seu nome artístico nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry. A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio. Dizia que ficaria mais sonoro e causaria mais efeito quando fosse ser anunciado.

Alagoa Grande: Memorial Jackson do Pandeiro

        O memorial reúne em exposição permanente discos, objetos, documentos, fotografias, vestuários, entre centenas de peças, reunidos por familiares, amigos, colecionadores, pesquisadores e artistas. O espaço, um casarão de 1898, restaurado e adaptado ao equipamento, também abrigará os restos mortais do artista, que será trasladado do Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, para sua terra natal, 26 anos após o falecimento e às vésperas dos 90 anos de nascimento. Além do memorial, a cidade ganha um gigantesco pórtico em forma de pandeiro, instalado na entrada do município, circundado por uma placa proporcional ao monumento, com os dizeres: ´Alagoa Grande - Terra de Jackson do Pandeiro´.

Alagoa Grande: portão do pandeiro

Areia (tombada pelo IPHAN)

        Localizada na microrregião do Brejo Paraibano, sua população em 2006 era estimada em 26 569 habitantes. A área territorial é de 269 km². Com muitas riquezas naturais, situada em local elevado, Areia, no inverno, é coberta por uma leve neblina, e suas terras possuem diversas fontes e balneários aquáticos.

 Passeios na Paraiba: vista aérea de Areia-PB

        É também muito conhecida por suas riquezas culturais, particularmente o Museu de Pedro Américo, com inúmeras réplicas dos quadros do mais célebre cidadão areense - entre elas a famosa obra ´O Grito do Ipiranga´, encomendada a ele por Dom Pedro II, e o Museu da Rapadura, localizado dentro do Campus da UFPB na cidade, onde o turista pode observar as várias etapas da fabricação dessa iguaria e dos outros derivados da cana-de-açúcar, como a cachaça, sendo a areense muito conhecida exteriormente por seu incomparável sabor. 

Areia-PB: a rua principal

        Areia foi considerada por muito tempo como ´Terra da Cultura´ tendo seu teatro - o ´Teatro Minerva´ - sido edificado 50 anos antes que o da capital do Estado da Paraíba. Para aquela cidade hospitaleira, de invernos rigorosos, convergiam estudantes de toda a região, sendo expoentes deste tempo a Escola de Agronomia do Nordeste, o Colégio Santa Rita (Irmãs Franciscanas, alemães) e o Colégio Estadual de Areia (antigo Ginásio Coelho Lisboa). Seus filhos se destacavam em todos os concursos de que participavam. Carminha Sousa e Laura Gouveia eram reconhecidas pela capacidade de educar e formar pessoas na língua portuguesa.

Areia-PB: a rua principal

        Com o tempo, devido a um riacho que possuía bancos de areia muito brancas, o povoado passou a ser chamado de Brejo d´Areia, já que o lugarejo fica na Microrregião do Brejo Paraibano, região da Paraíba não muito longe do litoral, que recebe os úmidos ventos alísios vindos do Atlântico e possui uma cobertura vegetal de floresta atlântica, hoje em dia reduzida a manchas. Por isso, também chamada de Zona da Mata.

        O povoado foi elevado à categoria de vila em 30 de agosto de 1818 e, em 18 de maio de 1846, tornou-se cidade. Com o desenvolvimento da lavoura canavieira na Região do Brejo, no século XIX, a cidade de Areia tornou-se o maior município da região, mas tal proeminência econômica começou desde o século anterior, XVIII, com a precedente lavoura do algodão. A campanha abolicionista no município teve a liderança de Manuel da Silva e Rodolfo Pires, e a cidade libertou o último escravo pouco antes da Abolição da Escravatura em todo o país, no dia 3 de maio de 1888.

Areia-PB: a praça

        Areia participou ativamente das Revoluções do século XIX, tais como a Revolução Pernambucana, em 1817, a Confederação do Equador, em 1824 e a revolta do Quebra-Quilos, em 1873. Areia foi a principal civilização do Alto Brejo paraibano durante o século XIX, final do século XVIII e início do século XX a tal ponto de ter tido o primeiro teatro do estado, a primeira faculdade, etc. Isso atesta um padrão interessante na história da Paraíba, onde antes o desenvolvimento se concentrava no interior e só depois atingiu a capital (que já era um polo importante nos séculos XVI e XVII - única cidade lusófona fundada por espanhóis durante o reino dos Filipes). 

Areia no Brejo

Areia - O Sobrado de José Rufino é hoje a casa do IPHAN -> Início da página

Sobrado de José Rufino - Casa do IPHAN

        O Sobrado de José Rufino é hoje a casa do IPHAN, e já foi uma senzala. No início do século XIX, homens de fortuna e iniciativa como o português Francisco Jorge Torres, o capitão Bartolomeu da Costa Pereira e José Antônio Leal, edificaram os primeiros sobrados da vila. O prédio, Funciona a Secretaria de Turismo e Eventos Secretaria de Cultura, Secretaria de Esporte Juventude e lazer da Prefeitura Municipal de Areia, o Ponto de Cultura Viva o Museu e a Associação dos Amigos de Areia - AMAR. Uma espécie de museu. Trata-se de uma construção sólida onde foram conservadas ao máximo, as linhas originais características à arquitetura colonial. Possui três pavimentos, incluindo o sótão de águas-furtadas, onde se encontram mirantes em forma de seteiras, cuja finalidade era permitir a penetração da luz e do ar além de servir eventualmente para defesa.

Sobrado de José Rufino - Antiga senzala

        A fachada principal apresenta duas ordens de janelas reticuladas, com vidraças e uma porta que dá acesso ao interior. As do pavimento superior possuem sacadas guarnecidas com grades de ferro trabalhado. Lampiões de ferro no estilo da época, colocados na frente e nas fachadas laterais do prédio, constituem a iluminação externa. Uma cornija que se prolonga à volta do prédio arremata o conjunto de formas sóbrias e harmônicas. Internamente, divide-se em 35 aposentos, mobiliados e decorados com preciosas peças antigas. O piso do pavimento inferior é todo em tijoleiras exceto a cozinha que conserva as lajes originais do antigo sobrado e que servia como sala de refeições dos pretos, podendo-se observar as mesas de pedra engastadas na parede, o fogão de alvenaria, os painelões de ferro de fabricação inglesa e um primitivo moinho para triturar cereais.

Sobrado de José Rufino: parte interior

        Na parte posterior, a senzala, com seus cubículos individuais, em torno de um pátio lajeado e dois portões que dão para um terraço, num plano mais baixo, protegido por balaustrada, todo em pedra, de onde se descortina a paisagem maravilhosa da Gruta do Bonito. O acesso ao pavimento superior é feito através de duas escadas - de madeira com corrimão torneado, logo no vestíbulo principal, e na parte de trás, por uma longa escadaria de pedra, trabalho dos escravos. O piso agora é todo assoalhado e o teto travejado com possantes vigas em madeira de lei. Na sala de jantar há uma lareira. As luminárias, os banheiros, os lavabos, tudo acompanha o estilo da arquitetura colonial, evocando uma época de fausto vivida pelos seus ancestrais.

Sobrado de José Rufino: decoração interior

Sobrado de José Rufino: vista sobre o jardim

Areia - Igreja Nossa Senhora da Conceição

        A Igreja matriz Nossa Senhora da Conceição tem um valor histórico tendo acompanhado o crescimento da cidade, desde que era um pequeno núcleo, de povoamento e a igreja uma simples palhoça onde o vigário de Mamanguape celebrava uma vez ao mês. Em 1809 aparece como uma capela coberta de telha. A freguesia foi criada em 1813, mas só em 1834 é que o Padre Francisco de Holanda Chacon, que regeu a paróquia por 52 anos, ergue a Matriz no mesmo local da primitiva capela - prédio grande, sem torre, com corredores, tribunas, coro, consistório e altares em talha dourada.

Areia: Igreja Nossa Senhora da Conceição

        Cônego Odilon Benvindo reformou a Matriz derrubando os corredores e as tribunas, substituindo-os por arcadas, construiu mais altares de alvenaria e ergueu a torre no centro do edifício. Benzeu-a no dia 20 de abril de 1902, data que se encontra gravada na fachada principal. O interior compõe-se da nave principal e naves laterais separadas por arcadas. Ao longo destas últimas encontram-se altares, alguns dos quais abrigam imagens antigas, em madeira, de Nossa Senhora das Dores, Menino Jesus, do Senhor Morto, Jesus Crucificado e do Senhor Ressuscitado. Uma de Nossa Senhora da Soledade e outra do Senhor dos Passos ostentam cabelos e vestes naturais. No teto da nave principal há um painel colorido que apresenta grande interesse artístico. Todos os altares são de alvenaria. Na Sacristia há um arcas acima do qual, num nicho, pode-se ver a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Há ainda outro móvel em madeira escura com um oratório conjugado. Na parte anterior do templo fica o coro e sob o mesmo um vestíbulo separado por arcadas da nave principal.

Igreja Nossa Senhora da Conceição: interior

Areia - Teatro Minerva

        O Teatro Minerva inaugurado em 1859, com o nome de Teatro Recreio Dramático constituía o orgulho dos habitantes de Areia, em especial dos membros da Sociedade Recreio Dramático que o construiu às suas expensas, iniciativa pioneira que precedeu em trinta anos o teatro da Capital. Funcionava regularmente com representações dos conjuntos amadores locais. Consta que mesmo companhias famosas que se exibiam em Recife, iam até Areia, recebendo sempre muitos aplausos de um povo que tinha amor pela arte e pela inteligência.

        Localizado na Rua Epitácio Pessoa, S/N, o prédio de linhas simples, tendendo mais para o tipo clássico, apresenta na fachada principal três portas e mais acima duas janelas. Em relevo o nome Teatro Particular e a data de inauguração, 1859. Um frontão de formato triangular ostenta no tímpano, um ornato em relevo e mais acima uma decoração em caprichosas volutas no centro da qual há uma estatueta da deusa Minerva. Esta foi ali colocada por Horácio Silva, no início do século XX, quando na gestão do prefeito Otacílio de Albuquerque foram feitos alguns melhoramentos no prédio. A partir daí passou a ser conhecido por Teatro Minerva.

Areia: Teatro Minerva

        À entrada há um pequeno hall por onde se penetra na sala de espetáculo, de piso inclinado, em tijoleiras, com uma passadeira no centro. Do teto de madeira pende um lustre de ferro com seis braços. À volta, duas ordens de frisas, superpostas, de formato circular, em madeira, divididas por colunas simples do mesmo material. Há luminárias em forma de candeeiros ao longo das paredes laterais. Na parte posterior, por trás do palco, estão localizados os camarins ligados ao mesmo e aos corredores por duas entradas laterais. Mobiliário um tanto rústico, foi todo renovado seguindo tanto quanto possível o modelo original. Durante algum tempo o prédio funcionou como cinema, porém agora retornou à sua primitiva função.

Areia: Teatro Minerva: interior

Areia - Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (construída pelos escravos)

        A igreja consagrada a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos foi iniciativa de uma Irmandade originalmente composta por gente de cor. É a mais antiga do lugar embora não se tenha a data precisa de sua fundação. Sabe-se que ficou inconclusa durante muitos anos. Segundo Horácio de Almeida, o governo provincial, em 1865 outorgou-lhe uma verba de quatro contos de réis para o andamento da obra. Tudo indica que sua conclusão só se deu em 1886 quando ali se celebrou a primeira festa religiosa. A Igreja do Rosário acha-se situada no centro da cidade, em frente à Praça Ministro José Américo de Almeida. Trata-se de uma construção em que se verifica a persistência do estilo arquitetônico que vigorou durante três séculos a partir de nossa colonização.

Areia: Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

       Uma escadaria dá acesso à Igreja em cuja fachada principal encontra-se três portas de forma arqueada. A porta do centro é um pouco mais alta que as laterais. Janelas também em número de três com grades de ferro forjado, dando para o coro, guarnecem-lhe a fachada encimada por um frontão com volutas e uma pequena cruz. Não possui torres. A parte interna consta de uma nave única, coro simples, logo à entrada, com uma escadaria lateral que começa dentro da nave. Do mesmo lado um púlpito em madeira com ornato em relevo e uma cercadura do mesmo material ornada com delicados lavores. Num plano mais elevado da nave, à entrada da capela-mor, altares colaterais em madeira pintada de branco, decorados com entalhes em dourado, abrigam imagens, uma das quais, de Nossa Senhora da Piedade com o Filho Morto nos braços, esculpida em madeira, é muito bonita.

Areia - Colégio Santa Rita

Areia: Colégio Santa Rita

Colégio Santa Rita: interior

Areia - Pousada Vila Real: o restaurante Bambu -> Início da página

Areia - Pousada Vila Real: o restaurante Bambu

Areia - Engenhos Triumfo e Volúpia

        Areia tem 28 engenhos ativos; a civilização dos engenhos do Nordeste brasileiro deixou raízes profundas, tanto que ainda sobrevivem não só na memória local, mas concretamente. Não são apenas construções seculares abandonadas, como em muitos casos, mas também a manutenção de uma atividade que represente a riqueza da região nordestina em determinada época.

Areia: Engenho Volúpia

Areia: Engenho Triumfo

        A cachaça Triunfo é uma das mais tradicionais da Paraíba, sendo produzida na cidade de Areia. A Cachaça Triunfo é produzida pelos empresários Antônio Augusto e Maria Júlia. No ano de 1994, após receber uma herança, o casal decidiu comprar um engenho, sonho antigo de Antônio Augusto. Mas as dificuldades eram muitas. Com a falta de dinheiro para adquirir máquinas próprias para a confecção da cachaça, os empresários tiveram que improvisar: ´Não tínhamos dinheiro para comprar máquinas para fazer a cachaça e ele foi inventando. Quem visitava nossa fábrica, se espantava com tanta criatividade´, conta Maria Júlia a seus visitantes. Para termos uma ideia, até secador de cabelo e moedor de carne viraram maquinário para o engenho.

Cachaçaria Triumfo: o resfriamento da agua

Engenho Triumfo: arquitetura

        Todas essas dificuldades enfrentadas foram válidas e superadas e o engenho Triunfo está aberto para a visita de pessoas interessadas na sua história e no seu processo de produção. O Engenho Triunfo no município de Areia é um exemplo de um empreendimento bem sucedido. Porém, concomitante ao progresso tecnológico, está a Recepção e o bom gosto do seu jardinamento.

Engenho Triumfo: o jardim

Engenho Triumfo: o jardim

Bananeiras -> Início da página

        No ano de 2013 sua população está estimada em 22.012 habitantes distribuídos em uma área territorial de 258 km². Localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, a 141 km de João Pessoa, 150 km de Natal e a 70 km de Campina Grande, com altitude de 526 metros, Bananeiras possui clima mais ameno que a média do agreste paraibano e está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro. O município está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, que apresenta relevo movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados.

        O início da colonização das terras ocorreu na primeira metade do século XVII, a partir das sesmarias doadas a Domingos Vieira e Zacarias de Melo, que viviam em Mamanguape. A vila pertencia à jurisdição de São Miguel da Baía da Traição. Em 1822, passou à jurisdição de Areia (Paraíba). O distrito de Bananeiras foi elevado à categoria de vila pela resolução do conselho do Governo e sede municipal de 9 de maio de 1833. Em 1835 foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Livramento.

Passeios na Paraiba: a praça de Bananeiras

        A região foi primeiramente produtora de cana-de-açúcar e depois de café. Em 1852, a produção cafeeira chegou a ser a maior da Paraíba e a segunda do Nordeste. Isto tornou a cidade uma das mais ricas da região, riqueza esta expressa na arquitetura de seus casarões. A ferrovia foi inaugurada em 22 de setembro de 1922, após a construção do túnel da Serra da Viração, no governo de Solon de Lucena. Por esta época, uma praga dizimou as plantações de café. O município voltou-se então para o cultivo da cana de açúcar, do fumo, do arroz e do sisal.

Bananeiras - Igreja Nossa Senhora do Livramento

        O padre José Antônio Maria Ibiapina passou pela região, percorrendo diversos povoados vizinhos. A primeira igreja, dedicada a Nossa Senhora do Livramento, foi concluída em 1861, após 20 anos. Sua construção foi incentivada pelo padre Ibiapina e contou com o apoio do Monsenhor Hermenegildo Herculano. A antiga capela de taipa havia desmoronado. Bananeiras não tinha mais que mil habitantes. Em 1919, foi calçada a primeira rua, com pedras irregulares, também chamadas ´pé de moleque´ ou ´imperiais´.

Bananeiras: Igreja Nossa Senhora do Livramento

Igreja Nossa Senhora do Livramento: a fachada

Bananeiras - Colégio para moças

Bananeiras: Colégio para moças

Bananeiras - Casa da pedra

Bananeiras: Casa da pedra

Guarabira - Nossa Senhora da Luz -> Início da página

        A superfície do município de Guarabira é bastante irregular, pois se localiza na Região da Serra da Borborema, numa zona de transição entre Agreste e Brejo. Possui área de 180.764 km2, onde residem aproximadamente 53.000 habitantes. A cidade está situada em uma depressão, cercada de morros, o que caracteriza seu clima quente pela ausência de ventos. O ponto mais alto do município é a Serra da Jurema, localizada ao norte da cidade, na divisa com o município de Pirpirituba, com 300 m de altitude. Nela encontra-se situado o Memorial ´Frei Damião´, principal ponto turístico e religioso da cidade.

Guarabira: Nossa Senhora da Luz

        A fundação de Guarabira data do ano de 1694, em terras do Engenho Morgado, pertencente a Duarte Gomes da Silveira. As principais residências edificadas dariam, mais tarde, origem a Guarabira, que em virtude de sua localização e da excelência de seu solo, tornou-se dona de grande prestigio e influência nas cercanias. Em 1755 chegava a Guarabira, José Rodrigues Gonçalves da Costa Beiriz com sua família, construindo uma capela e colocando a imagem de ´Nossa Senhora da Luz´ que trouxera de Portugal. Esta se tornou à padroeira da cidade, embora o padre João Milanês já tivesse construído em 1730, a primeira capela da cidade, dedicada a ´Nossa Senhora da Conceição´.

Guarabira - Memorial Frei Damião

        O Santuário de Frei Damião, situado na cidade de Guarabira (Paraíba), é um projeto arquitetônico composto de um museu e uma estátua, em homenagem ao frade capuchinho Frei Damião de Bozzano, um missionário do Nordeste brasileiro. 

Atrações turisticas na Paraiba - Guarabira: Memorial Frei Damião

        A inauguração, em dezembro de 2004, contou com a presença de mais de 50 mil fiéis. Foram realizadas parcerias entre a Diocese de Guarabira, a prefeitura de Guarabira e o governo do estado da Paraíba em sua edificação. O santuário foi projetado pelo Arquiteto Alexandre Azedo e o Memorial Frei Damião, de autoria do Arquiteto paraibano Gilberto Guedes. A construção da obra foi iniciada em 27 de março de 2000.

Memorial Frei Damião: a estatua

        Com aproximadamente 34 metros de altura o memorial atrai turistas de vários locais e é a 3º maior estatua do brasil, perdendo somente para o Cristo Redentor e pro Alto de Santa Rita de Cássia, a maior estátua da América e a maior estátua católica do mundo.

Memorial Frei Damião: interior da estatua

        A principal atração do Santuário é a estátua do Frei Damião que tem cerca de 34 metros de altura e pode ser vista de qualquer ponto da cidade. Do alto da Serra da Jurema, é possível ver toda a cidade, e algumas cidades próximas situadas num raio de 50 quilômetros. O monumento possui ainda um museu, que foi montado com a consultoria da Fundação Joaquim Nabuco, casa de ex-votos, praça de celebração, capela e Via Sacra.

Memorial Frei Damião: a capela

        A sala dos milagres: o museu do Santuário de Frei Damião além de objetos pessoais, fotografias e artigos religiosos dispõe ainda de várias estátuas em tamanho natural, as quais reproduzem aspectos da vida do Santo das Missões.

Memorial Frei Damião: a sala dos milagres

Frei Damião

Memorial Frei Damião: perigrinação

Memorial Frei Damião: a processão

        Os dois acessos ao Santuário são pavimentados e iluminados. Do alto, pode-se ver toda a cidade de Guarabira. Ao longo do percurso, é possível ver todas as estações da Via Crucis, fruto do trabalho de artesões locais, além do Cruzeiro, que foi erguido bem antes do Memorial, na década de 60.

Vista sobre a cidade de Guarabira

Ecoturismo na Paraiba: passeios ecológicos

A Cachoeira do Roncador -> Início da página

        Quem gosta de ecoturismo e os amantes da natureza deve conhecer a cachoeira do Roncador. Localizada no município de Pirpirituba, nos limites territoriais de Pirpirituba, Bananeiras e Borborema, na mata atlântica, a Cachoeira do Roncador é point de muitos esportes radicais. O lugar também acolhe o turista que vem em busca de tranquilidade, pois os visitantes podem desfrutar dos banhos deliciosos nos lagos e piscinas naturais que se formam entre as rochas: perfeito para aliviar o calor e curtir a natureza.

Cachoeira do Roncador (Pirpirituba, Bananeiras e Borborema)

        A cachoeira fica no pé de uma serra e tem aproximadamente 40 metros de altura e possui uma dezena de quedas d’água vindo do rio Bananeiras que nasce na mata da UFPB de Bananeiras. Sua natureza selvagem e o estrondo de sua queda d'água lhe conferem o nome. O Roncador é uma das belas áreas naturais do brejo, com sua vegetação exuberante ainda conservada, mesmo com um fluxo de turistas elevado. Sua fauna abriga famílias de saguis e várias espécies de pássaros. A Cachoeira faz parte da Área de Preservação Ambiental APA Roncador.

Cachoeira do Roncador - Brejo

        Há um restaurante de comida regional onde fica o estacionamento que dá acesso a Cachoeira. A Cachoeira tem sua beleza realçada durante o inverno quando aumenta seu volume; a visita fica melhor fora dos feriados, para evitar a presença de muita gente.

Cachoeira do Roncador - Paraíba

Cachoeira do Roncador... no verão!

Cachoeira do Roncador... no verão!

Cachoeira do Roncador... no verão!

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